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Indiferença dos trabalhadores em tecnologia em Portugal

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Indíce

Apesar de Portugal investir na área da tecnologia, os trabalhadores continuam indiferentes entre trabalhar num setor tecnológico ou estar “em casa”.

Em 2023, Portugal aumentou 4,7% no investimento em tecnologia. As empresas portuguesas pretendem aumentar 20% do seu investimento em tecnologias. Tudo parece estar a andar certo. Mas será que estarão a ser investidos os recursos em todos os aspetos fundamentais?

Por que razão continuam a haver vagas de trabalho por preencher, mesmo havendo investimento na tecnologia?

Grande parte das empresas portuguesas apresentam forte dificuldade em preencher as vagas de emprego que oferecem. Este problema foi destacado no relatório anual do “Estado da nação” – fundado por José Neves. Além disso, efetuou-se a comparação salarial entre um licenciado e trabalhadores com o ensino secundário completo. Verificou-se que a sua diferença “caiu para o valor mais baixo de sempre”.

“Um júnior facilmente começa a ganhar 1.500 euros de salário bruto mensal, fora todos os benefícios que oferecemos, e ainda assim é difícil preencher as vagas”, afirma Teresa Carreio – da Critical Manufacturing – ao noticiário SIC.

Entre os períodos de 2014 e 2021, o setor tecnológico cresceu progressivamente nas vagas de emprego. Atualmente existe mais oferta de emprego do que procura, isto é, Portugal encontra-se incapaz de dar resposta às vagas de emprego existente para especialistas em tecnologia.

“O (país) não se preparou, e não foi por falta de avisos, para ter mais pessoas formadas e licenciadas nestas áreas. Outro problema foi a enorme procura que há destes recursos e o investimento que houve de empresas estrangeiras em Portugal, que absorvem muita dessa capacidade”, explica Carlos Oliveira.

Que empresas tecnológicas possuem melhores condições salariais?

Foi feito um estudo em que possibilitou concluir que as empresas que apostam mais na digitalização, independentemente do ramo que exercem, têm ganhos na produtividade rondando os 20%. Também, pagam salários (aproximadamente) 3% superiores à média.

Todavia, segundo o relatório anual, 4 em cada 10 trabalhadores exercem funções que não exigem o uso de ferramentas digitais. Com esta análise referida anteriormente, 40% dos trabalhadores não possui conhecimentos básicos em tecnologia.

Em suma, é possível verificar-se onde se encontram os problemas. Segundo o relatório anual, tudo centraliza-se na insatisfação e indiferença do trabalhador face ao salário (em comparação com os trabalhadores com ensino secundário). Mas estará Portugal preparado para aceitar a necessidade de haverem diferenças salariais entre as várias habilitações literárias? Ou haverão outras formas de solucionar este problema sem que seja pelo salário?

Notícia tendo por base a Sic Notícias e computerworld;

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