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Redes sociais premium: Facebook pago chega à Europa

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Indíce

As subscrições premium para as redes sociais chegaram!

As redes sociais tornaram-se uma parte incontornável das nossas vidas, proporcionando conexões globais e oportunidades de negócio para as marcas. No entanto, à medida que o tempo passa, há vários desafios que enfrentam: problemas como a ascensão de novas redes sociais, a divisão do público entre as várias plataformas… a dependência de anunciantes que roubam uma experiência sossegada ao utilizador.

Estes problemas até podem levar a pensar que plataformas como o Facebook possam estar ultrapassadas. Enquanto isto, as empresas responsáveis pelas principais redes sociais não conseguiram resolver o seu maior problema: como depender menos dos anunciantes para a sua receita.

Seguindo este raciocínio, estas empresas começaram a explorar como otimizar a experiência do utilizador, sem perderem dinheiro. O resultado? Opção premium nas redes sociais, como a maior parte dos serviços online.

A ascensão dos bots e as redes sociais premium

Há muito que reconhecemos o problema dos bots nas redes sociais.

O exemplo mais notório é do X (anteriormente conhecido como Twitter). Segundo a Forbes, há estudos que estimam que até 20% das contas na plataforma poderiam ser bots. Estes bots são contas automatizadas. Sem rosto ou identidade, não possuem um cartão de crédito e, portanto, não compram produtos, não contribuindo para a receita das redes sociais. O aumento da proliferação de bots e contas falsas afetou significativamente a capacidade das redes sociais de gerar receita por meio de anúncios.

X Premium e Not-A-Bot

Para combater isto, Elon Musk anunciou o mês passado que o X começou a testar um novo programa. Chama-se “Not-A-Bot” e é um método de subscrição que está a ser testado nos novos utilizadores da Nova Zelândia e Filipinas. Segundo o Twitter, este programa faz parte dos “esforços já significativos na redução de spam, manipulação da plataforma e atividade de bots”.

Este método tem dois passos: a verificação do número de telemóvel do utilizador, e a escolha de um plano de subscrição, respetivamente. A escolha do plano de subscrição implica o pagamento de apenas $1 USD/ano e permite as ações “normais” da rede social na versão web, como publicar conteúdo, interagir com publicações ou repostar e citar publicações de outras contas. Os utilizadores que não subscreverem este plano, só poderão “realizar ações de “leitura”, como ler publicações, assistir a vídeos e seguir contas”.

Este programa está ainda em fase experimental, mas o X introduziu, também recentemente, uma nova estrutura de planos de contas premium, incluindo uma opção que elimina os anúncios. O X Premium está disponível no resto do mundo com as soluções Basic, Premium e Premium+ (em Portugal variam entre €9.84 e €114, dependendo da forma de acesso e periocidade de pagamento).

Esta mudança reflete a crescente tendência de buscar receita por meio de subscrições, em vez de anúncios.

A Abordagem da Meta: Facebook Pago

A estratégia das subscrições parece ser o que melhor resulta.

Até a gigante das redes sociais, Meta, que engloba o Facebook e o Instagram, está a estudar esta estratégia. Contudo, neste caso, esta solução está mais relacionada com regulações europeias.

Na verdade, esta estratégia surgiu depois de a Meta ter de pagar uma multa de €390 milhões, por violações do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), ao obrigar os utilizadores a aceitar os termos de serviço, automaticamente permitindo o uso dos seus dados para os anúncios.

Assim, a detentora do Facebook e Instagram, irá ter uma alternativa paga, que permite não dar autorização para o uso dos dados dos utilizadores para anúncios. Esta alternativa está disponível já a partir deste mês, para utilizadores UE, EEE e Suíça, que poderão optar por pagar uma mensalidade para deixar de ver anúncios.

Segundo o comunicado do Facebook, esta mensalidade será inicialmente de “€9,99 por mês na web ou €12,99 por mês no iOS e Android” e “cobre todas as contas ligadas no Centro de Contas de um utilizador”. Refere também que “a partir de 1 de março de 2024, será aplicada uma taxa adicional de €6 por mês na web e €8 por mês no iOS e Android para cada conta adicional no Centro de Contas de um utilizador.”

O Facebook ainda explica que “acredita numa internet suportada por anúncios, que proporciona às pessoas acesso a produtos e serviços personalizados”, o que “permite que pequenas empresas alcancem potenciais clientes, cresçam os seus negócios e criem novos mercados, impulsionando o crescimento da economia europeia.” Assim, esta nova aposta dá aos utilizadores opção de escolha e, assim, respeita as regulamentações da UE, EEE e Suíça relativamente ao RGPD.

Microinterações e Conteúdo Patrocinado

À medida que as redes sociais exploram alternativas à publicidade tradicional, a personalização com base em microinterações e conteúdo patrocinado torna-se cada vez mais relevante.

Plataformas como TikTok, Instagram Reels e Facebook estão a adotar essa abordagem para envolver os utilizadores e se destacarem num cenário altamente competitivo. A análise do comportamento do utilizador e a entrega de conteúdo relevante tornaram-se prioridades, proporcionando uma experiência mais envolvente. Esta personalização é possível graças às microinterações, pequenas ações dos utilizadores que revelam os seus interesses e preferências.

Os Reels são um exemplo evidente dessa estratégia, e vão ajustando as sugestões de cada utilizador com base no seu comportamento. Por exemplo, se interagir com vídeos de comida, vai aparecer conteúdo relacionado com culinária; se reagir a conteúdo de viagens, vão aparecer mais Reels e anúncios de viagens. Nesse sentido, o Instagram integrou recentemente uns botões que aparecem esporadicamente para o utilizador dizer se aquele vídeo específico tem ou não interesse.

No caso do Facebook, as ferramentas de preferências de anúncios oferecem opções de personalização .

Além disso, o conteúdo patrocinado desempenha um papel vital, desde que seja relevante e se integre organicamente. Essas estratégias são essenciais para envolver os utilizadores e permitir que as marcas alcancem o seu público-alvo.

Em suma, o desafio das redes sociais continua a evoluir, e os utilizadores desempenharão um papel fundamental na definição do seu futuro. Por fim, as questões que se colocam agora são se o valor que atribuímos às redes sociais justifica a adoção de subscrições, e como continuarão as redes sociais a adaptar-se para atender às nossas necessidades em constante mutação.

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