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Especialista defende regras claras para a Inteligência Artificial (IA)

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Indíce

O professor Arlindo Oliveira destaca a importância de encontrar um equilíbrio adequado na regulamentação da Inteligência Artificial (IA).

O especialista em Inteligência Artificial (IA), Arlindo Oliveira, defendeu a necessidade de “regras muito claras” para o uso prático desta poderosa tecnologia. A fim de controlar os riscos envolvidos, sem, no entanto, sufocar o seu desenvolvimento, considerando o seu potencial de vantagens para o mundo.

Arlindo Oliveira, ex-presidente do Instituto Superior Técnico (IST) e atual presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (Inesc), expressou a sua opinião numa entrevista à Lusa, antes de participar na conferência “Inteligência Artificial: Que Humanidade?”, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O que o especialista Arlindo Oliveira defendeu?

O professor defende a necessidade de uma regulamentação clara para a aplicação da IA em diversos domínios. Como a seleção de candidatos a empregos ou ensino superior, condução autónoma, uso de armas e ações de marketing. No entanto, ele também enfatiza a importância de evitar excessos que possam prejudicar o desenvolvimento desta tecnologia, especialmente na Europa, onde está a ser preparada legislação sobre o assunto.

Alcançar um equilíbrio entre regulamentação e desenvolvimento é um desafio, mas Arlindo Oliveira destaca a importância de regular o uso da IA para proibir casos extremos, como a geração de notícias falsas. Ele reconhece o potencial da IA em trazer vantagens para o mundo. Entre os quais a descoberta de novos materiais e soluções, além de tornar a sociedade mais rica e produtiva, permitindo que tarefas repetitivas sejam realizadas por máquinas.

Estará algum interveniente associado?

No entanto, ele também destaca os riscos associados à IA, como desinformação e mudanças no mercado de trabalho. Com o surgimento de novas profissões mais bem remuneradas e a diminuição da procura e remuneração das profissões antigas. Ele também menciona riscos hipotéticos, mas não impossíveis, como sistemas de IA a planear a economia e a defesa de um país com comportamentos inesperados devido a uma má programação, ou máquinas a tomarem decisões que não estão no melhor interesse das pessoas.

Arlindo Oliveira argumenta que os sistemas de IA têm o potencial de democratizar a sociedade, proporcionando um acesso mais igualitário ao conhecimento. No entanto, ele também destaca a possibilidade de concentração excessiva de poder, especialmente poder económico, nas mãos de um pequeno número de pessoas e grandes empresas que desenvolvem esses sistemas.

Ele posiciona a IA como um progresso inevitável, uma consequência natural da evolução da inteligência humana. Apesar disso, ele expressa a esperança de que a IA não traga consequências negativas ou desagradáveis. Ademais, reconhecendo que uma parte da população pode ter visões parciais da realidade, algo que já acontece atualmente com o uso intensivo de videojogos, YouTube e redes sociais.

Arlindo Oliveira destaca que a IA é uma tecnologia que aplica o conhecimento dos processos cognitivos humanos a computadores e programas de computador. A fim de permitir a criação de novos conteúdos, como texto, imagens e vídeos.

Notícia tendo por base a Sic Notícias;

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