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Inflação: o que é e como se desenrola

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Indíce

Entenda o conceito de inflação e as consequências que esta traz para o seu dia a dia. 

O que é a inflação? 

A palavra “inflação” é quando ocorre a subida generalizada e constante dos preços. Porém, tentaremos desconstruir este conceito que nos dias de hoje afeta milhares de famílias. 

Imagine que tem disponível na sua carteira cinco euros e que vai a um bar comprar uma garrafa de água que custa um euro. Quando chega repara que a garrafa de água que antes custava um euro agora custa um euro e meio. Continua a ver o menu e constata que não foi só a água que aumentou e recorda-se que ainda hoje o seu colega estava a reclamar que em outro bar os preços também tinham subido e não teria sido o primeiro a falar sobre o assunto. Neste caso, estamos na presença da influência da inflação. Uma vez que, a subida que se vem a verificar em algum tempo apresenta-se num leque variado de produtos e em diversos estabelecimentos. 

A inflação é medida através do índice de preços no consumidor (IPC). Para efetuar tal cálculo é utilizado um cabaz de compras composto pelos bens e serviços adquiridos pelas famílias, nomeadamente, alimentação, lazer, vestuário, habitação, transportes e assim por diante. 

Atualmente, observa-se uma aflição em torno da inflação, isto devido, aos valores que tem atingido desde o início do ano. No entanto, se o aumento do nível de preços fosse compensado por um aumento dos salários não existira problema. 

A inflação afeta todo o indivíduo, dado que, não nos é possível comprar o mesmo produto usando o mesmo montante de dinheiro. Todavia, as famílias com menores rendimentos são as mais afetadas, pois o seu orçamento já é totalmente dedicado aos bens de necessidade primária, assim é reduzida o espaço de manobra. 

A que se deve o aumento recente da inflação? 

Durante o decorrer do ano passado, aconteceram diversas situações que derivaram o aumento de preços. 

De entre elas, a rápida reabertura da economia depois do fim do confinamento provocado pela pandemia. Pois, os consumidores encontravam propensos a comprar mais. Contudo o impacto provocado nas cadeias de abastecimento fez com que o mercado não tivesse possibilidade de resposta. Uma vez que, existia mais procura do que oferta o que fez com que os preços subissem cada vez mais. 

Outra razão para o aumento da inflação é a transição energética na Europa devido ao facto de se diminuir o consumo de combustíveis fósseis pelo o aumento dos seus preços. Para além disso, a guerra na Ucrânia que implicou uma série de sanções económicas impostas à Rússia que tiveram como consequência a importação de produtos petrolíferos provocando um aumento dos preços dos combustíveis e, por isso, o custo de todos os produtos também subiu. 

Também a desvalorização do euro face ao dólar que resultou no aumento dos custos com as importações europeias de produtos comercializados na moeda americana, é exemplo disto o petróleo. 

Expectativa para 2023 

O INE constatou que a taxa de inflação desacelerou para 9,9% em novembro. O que faz com que seja o segundo recuo ligeiro em meio ano. Este acontecimento justifica-se, principalmente, pela descida dos preços da energia e dos produtos alimentares não transformados. As estimativas do índice de preços no consumidor (IPC) em dezembro acompanham uma tendência decrescente.  

Em 2022, o IPC averiguou uma variação média anual de 7,8%, substancialmente acima da variação registada no todo do ano 2021 (1,3%). Esta é também a variação anual mais elevada desde 1992. 

Porém, como o IPC registou uma variação homóloga de 9,6%, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p.) à observada em novembro, com a exceção do IPC a energia e os bens alimentares não transformados. Este facto, poderá reforçar a hipótese que o pico já passou, que é o Banco Central Europeu (BCE) espera que aconteça. 

Evolução dos preços dos bens

Apesar das expectativas positivas do BCE, de acordo, com a Deco Proteste o preço dos alimentos continua com um ritmo progressivo.  

Constatou-se, a 1 de fevereiro de 2023, que para abastecer a despensa com produtos alimentares básicos ficaria no montante de 222,16 euros, mais 38,53 euro, ou seja, mais 20,98% do que a 23 de fevereiro de 2022 (véspera do início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia). 

A Deco Proteste averiguou que em quase todas as semanas existiram aumentos. Entre 25 de janeiro e 1 de fevereiro de 2023 os bens com maiores aumentos foram: 

  • Pescada fresca (mais 28%, ou seja, mais 2,34 euros por quilo); 
  • Medalhões de pescada (mais 16, ou seja, mais 98 cêntimos); 
  • Atum posta em azeite (mais 12%, ou seja, mais 20 cêntimos); 
  • Peito de peru fatiado (mais 9%, ou seja, mais 20 cêntimos); 
  • Ervilhas ultracongeladas (mais 8%, ou seja, 26 cêntimos); 
  • Alho seco (mais 7%, ou seja, mais 18 cêntimos); 
  • Azeite virgem (mais 7%, ou seja, mais 42 cêntimos); 
  • Dourada (mais 7%, ou seja, mais 43 cêntimos por quilo); 
  • Iogurte líquido (mais 7%, ou seja, mais 17 cêntimos); 
  • Curgete (mais 5%, ou seja, mais 12 cêntimos por quilo). 

Ao comparar o valor do preço dos bens a 23 de fevereiro de 2022 com apuradosa 1 de fevereiro de 2023, verifica-se que os maiores aumentos são: 

  • Pescada fresca (mais 76%, ou seja, mais 4,58 euros por quilo); 
  • Arroz carolino (mais 72%, ou seja, mais 82 cêntimos por quilo); 
  • Polpa de tomate (mais 69%, ou seja, 62 cêntimos); 
  • Alface frisada (mais 65%, ou seja, mais 1,34 euros por quilo); 
  • Cenoura (mais 52%, ou seja, mais 40 cêntimos por quilo); 
  • Açúcar branco (mais 51%, ou seja, 57 cêntimos por quilo); 
  • Carapau (mais 50%, ou seja, mais 1,68 euros por quilo); 
  • Couve-coração (mais 49%, ou seja, mais 51 cêntimos por quilo); 
  • Leite UHT meio-gordo (mais 42%, ou seja, mais 29 cêntimos por litro); 
  • Iogurte líquido (mais 42%, ou seja, mais 80 cêntimos). 

Fonte: Deco Proteste, INE e Jornal de Negócios 

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