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Portugueses com educação superior ganham mais ao emigrar 

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Indíce

Um recente estudo divulgado pelo Diário de Notícias intitulado “Êxodo de competências e mobilidade académica de Portugal para a Europa”, revela que os portugueses com habilitações superiores optam por emigrar para outros países europeus. Estes chegam a ganhar até três vezes mais do que no território português. 

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Objeto do estudo

O estudo, conduzido por uma equipa de quinze investigadores, envolveu um grupo de jovens qualificados que decidiram emigrar para a Europa. Este grupo representa um quarto dos portugueses que emigraram para fora de Portugal na última década. O que instigou esta investigação, foi a verificação da intensificação dos fluxos emigratórios em Portugal. 

Resultados da investigação 

Entre 2001-2002 e 2010-2011, a emigração de portugueses qualificados registou um aumento de 87,5%. Nesse período, a quantidade de trabalhadores qualificados no conjunto de todos os emigrantes subiu de 6,2% para 9,9%, atingindo os 11% em 2015 (Gomes et al., 2015). 

Ainda assim, estes número evidenciam uma tendência importante de aumento das saídas de trabalhadores qualificados do país em anos recentes. Podem ainda estar subavaliados, como nos mostram as estatísticas de alguns dos países que mais emigrantes portugueses recebem. 

Em caso de exemplo, de acordo com estatísticas oficiais do Reino Unido, 21,5% dos emigrantes portugueses com mais de 16 anos possuíam, em 2011, qualificações de nível superior (Lopes et al., 2021). 

Razões para emigra

Uma das razões apontadas para emigrar, de acordo com as entrevistas e questionários das quais aderiram 1011 pessoas, é o nível salarial. Indivíduos que ganhavam € 1.000 em Portugal passaram a receber € 3.000, em alguns dos países para os quais emigram. 

Segundo o estudo, em Portugal, 70% dos inquiridos ganhava menos de € 1.000. Nos países destino, mais de 50% passou a receber mais de € 2.000 e 26,5% acima de € 3.000. 

Ainda mais, uma segunda razão para pela opção da emigração é a estabilidade profissional. Os trabalhadores valorizam imenso o facto de, por fim, terem as condições financeiras e profissionais para saírem da casa dos pais e que correspondem ao investimento feito por eles na sua educação. Sentem-se mais valorizados. 

Do mesmo modo, a investigação revela que os fatores profissionais são referidos por 63% dos inquiridos, seguindo-se as oportunidades de emprego e os fatores pessoais e familiares (44,4% das respostas) (Lopes et al., 2021). 

Nesse sentido, estas razões e muitas outras são a principal causa não só da fuga de talento de Portugal, mas também para o turnover nas empresas nacionais.

Permanecer em Portugal 

Assim também, relativamente à República Portuguesa, são as famílias e as questões pessoais que prendem os portugueses à nação portuguesa. No entanto, as razões já mencionadas são mais fortes que os afastam. 

Justificam que não existem as mesmas oportunidades de emprego (63%) e condições profissionais (29,6%) em Portugal em relação ao estrangeiro.

Fonte: Diário de Notícias

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