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Preços dos alimentos descem em março

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Indíce

A diminuição do índice de preços internacionais deve-se à descida de preços mundiais das matérias-primas alimentares. Como, por exemplo, os cereais e os óleos vegetais diz a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

Contexto 

Em 2022, os preços dos produtos alimentares ao nível global alcançaram uma das posições mais altas de que há memória. Sendo que, em março os preços destes bens essenciais atingiram os valores mais altos de sempre, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).  

Os preços mundiais do trigo e do milho atingiram máximos recordes durante o ano” 

Agência da ONU 

Esta oscilação dos preços deveu-se à guerra na Ucrânia. Por um lado, a invasão russa à Ucrânia perturbou os mercados, arriscando uma crise alimentar mundial. Uma vez que, a Ucrânia é um grande exportador de cereais, assim como, de óleo de girassol. Por outro lado, a guerra também teve implicações no mercado da energia. Pois através da suspensão do fornecimento de gás natural que vinha da Rússia e que abastecia uma serie de Estados-Membros da União Europeia (EU) afetou o aumento dos preços de forma transversal, agravando mais também a situação dos bens alimentares. 

Todavia, em abril, os preços dos bens alimentar voltaram a descer. Facto que se voltou a verificar nos meses seguintes até ao final do ano. 

Atualmente 

A tendência que se verifica, em relação, ao índice de referência dos preços internacionais das matérias-primas alimentares é decrescente. Em março de 2023, constatou-se novamente uma descida pelo 12.º mês consecutivo. 

Em termos percentuais isto traduziu-se numa queda de 2,1% do índice dos preços quando comparado com o mês anterior. Relativamente ao mês homólogo verifica-se uma queda de 20,5% pelos dados recentes das Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

Este acontecimento deve-se a diversos fatores, nomeadamente, a queda nos preços mundiais de cereais e dos óleos vegetais, pois pela produção firme na Austrália; pela melhoria das condições de cultivo na EU e pelo aumento da oferta da Rússia e das exportações constantes da Ucrânia dos seus portos marítimos tudo isto influenciou a descida de preços. 

Também os preços mundiais do milho decresceram 4,6%. Isto ocorreu em parte devido à grande colheita no Brasil. A mesma inclinação dos preços se observou no caso do arroz que caiu 3,2% depois dos dados da coleta em rumo ou próxima nos principais países exportadores, como a Índia, o Vietname e a Tailândia. 

Implicação nas famílias 

Como foi constatado anteriormente, observou-se uma queda nos preços na generalidade dos produtos alimentícios, porém estes continuam elevados e tendem a subir nos mercados domésticos. Esta circunstância traz implicações para as famílias principalmente os mais pobres que, regra geral, são aqueles que gastam uma fatia maior do seu orçamento familiar com a alimentação, colocando assim um maior risco para a segurança alimentar. 

Além disso, nos países em desenvolvimento cujo as importações de alimentos são superiores as exportações identifica-se um cenário que se agrava pela desvalorização das suas moedas em relação ao dólar ou ao euro, já para não falar, do aumento do peso da dívida. 

Fonte: RTP e ECO 

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