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Primeira cirurgia robótica ao pâncreas em Portugal facilita recuperação

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Indíce

O Hospital Curry Cabral, em Lisboa, anunciou hoje que efetuou pela primeira vez uma cirurgia robótica ao cancro da cabeça e do pâncreas, que permite ao doente uma recuperação mais rápida e com menos dor. 

A primeira Duodenopancreatectomia  realizada através de cirurgia robótica no país, foi feita no dia 28 de Novembro a um homem de 58 anos. O indivíduo tinha um subtipo de tumor da cabeça do pâncreas, sendo o procedimento conduzido pelo cirurgião Emanuel Vigia. 

Segundo o diretor do Serviço de Cirurgia e da Unidade de Transplantação do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), que integra o Curry Cabral, Hugo Pinto Marques, a possibilidade de fazer a operação com recurso à robótica “é um avanço no país”

Através deste método, viabiliza-se o procedimento através de cinco orifícios até um centímetro cada, “é muitíssimo menos agressiva e mais precisa“, pormenorizou.

“É uma cirurgia com muito maior precisão, porque o robô permite um movimento que não tem tremor, mais preciso, com uma visualização da anatomia e das estruturas que é ampliada 10 vezes em alta definição. Portanto, permite uma ampliação do olho humano de uma forma um pouco diferente daquela que acontece numa cirurgia convencional”. 

Hugo Pinto Marques

Para o responsável em questão do CHULC são feitas em Portugal cerca de 100 a 150 operações à cabeça do pâncreas por ano. A inovação permite “menos agressão para o doente e uma recuperação muitíssimo mais rápida”. Embora esse fator esteja ainda em análise “é provável que em termos de complicações no futuro a taxa seja menor” com a cirurgia robótica. 

Cirurgia Robótica

A operação, que demorou mais que o convencional, com a duração de cerca de cinco horas, levou aproximadamente 09:30 horas. Um “procedimento é mais demorado do que a cirurgia convencional, o que traz é mais benefícios para o doente, em termos de recuperação”, afirmou Hugo Pinto Marques. 

A equipa, liderada por Emanuel Vigia, teve o apoio de uma equipa holandesa, no âmbito de um programa de formação europeu para este tipo de cirurgia, que consiste na remoção da cabeça do pâncreas, do duodeno e de parte do estômago. 

A cirurgia robótica está implementada no CHULC desde Novembro de 2019. Foi o ano em que surgiu o primeiro equipamento deste tipo no Serviço Nacional de Saúde, segundo informação do Centro Hospitalar. A mesma já se pratica em urologia, cancro colorretal, tratamento cirúrgico da obesidade, ginecologia e doenças hepato-bilio-pancreáticas. 

Na véspera do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, em 15 de novembro, o médico Ricardo Rio-Tinto, presidente do Clube Português do Pâncreas, falou à agência Lusa dos avanços que têm sido feitos nesta área e do aumento da incidência deste tumor em doentes mais jovens, entre os 40 e os 50 anos, sem os fatores de risco clássicos: consumo de álcool e tabagismo. 

Apesar de o prognóstico global continuar a ser mau, tem-se assistido a um aumento lento, mas consistente da sobrevivência global ao fim de cinco anos, que passou de cerca de 5% para mais de 11%. 

Fonte: Tech Ao Minuto

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